sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Ricardo Gondim: Não quero ser apóstolo !

Por InfoBatista - December 11th, 2008, 19:25, Categoría: General

Não quero ser apóstolo !

Pr. Ricardo Gondim

Os pastores possuem um fino senso de humor. Muitas vezes, reúnem-se e contam casos folclóricos, descrevem tipos pitorescos e narram suas próprias gafes. Riem de si mesmos e procuram extravasar na gargalhada as tensões que pesam sobre os seus ombros. Ultimamente, fazem-se piadas dos títulos que os líderes estão conferindo a si próprios. É que está havendo uma certa, digamos, volúpia em pastores se promoverem a bispos e apóstolos. Numa reunião, diz a anedota, um perguntou ao outro: "Você já é apóstolo?" O outro teria respondido: "Não, e nem quero. Meu desejo agora é ser semi-deus". Apóstolo agora está virando arroz de festa e meu ministério é tão especial que somente este título cabe a mim". Um outro chiste que corre entre os pastores é que se no livro do Apocalipse o anjo da igreja é um pastor, logo, aquele que desenvolve um ministério apostólico seria um "arcanjo".
Já decidi! Não quero ser apóstolo! O pouco que conheço sobre mim mesmo faz-me admitir, sem falsa humildade, que não eu teria condições espirituais de ser um deles. Além disso, não quero que minha ambição por sucesso ou prestígio, que é pecado, se transforme em choça.
Admito que os apóstolos constam entre os cinco ministérios locais descritos pelo apóstolo Paulo em Efésios 4.11. Não há como negar que os apóstolos foram estabelecidos por Deus em primeiro lugar, antes dos profetas, mestres, operadores de milagres, dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas. Mas, resigno-me contente à minha simples posição de pastor. Já que nem todos são apóstolos, nem todos profetas, nem todos mestres ou operadores de milagres, como consta na epístola aos Coríntios 12.29, parece não haver demérito em ser um mero obreiro. Meus parcos conhecimentos do grego não me permitem grandes aventuras léxicas. Mas qualquer dicionário teológico serve para ajudar a entender o sentido neotestamentário do verbete "apóstolo" ou "apostolado". Usemos a Enciclopédia Histórico-Teológico da Igreja Cristã, das Edições Vida Nova: "O uso bíblico do termo "apóstolo" é quase inteiramente limitado ao NT, onde ocorre setenta e nove vezes; dez vezes nos evangelhos, vinte e oito em Atos, trinta e oito nas epístolas e três no Apocalipse. Nossa palavra em Português, é uma transliteração da palavra grega apostolos, que é derivada de apostellein, enviar. Embora várias palavras com o significado de enviar sejam usadas no NT, expressando idéias como despachar, soltar, ou mandar embora, apostellein enfatiza os elementos da comissão – a autoridade de quem envia e a responsabilidade diante deste. Portanto, a rigor, um apóstolo é alguém enviado numa missão específica, na qual age com plena autoridade em favor de quem o enviou, e que presta contas a este".
Jesus foi chamado de apóstolo em Hebreus 3.1. Ele falava os oráculos de Deus. Os doze discípulos mais próximos de Jesus, também receberam esse título. O número de apóstolos parecia fixo, porque fazia um paralelismo com as doze tribos de Israel. Jesus se referia a apenas doze tronos na era vindoura (Mateus 19.28; cf Ap 21.14). Depois da queda de Judas, e para que se cumprisse uma profecia, ao que parece, a igreja sentiu-se obrigada, no primeiro capítulo de Atos, a preencher esse número. Mas na história da igreja, não se tem conhecimento de esforços para selecionar novos apóstolos para suceder àqueles que morreram (Atos12.2). As exigências para que alguém se qualificasse ao apostolado, com o passar do tempo, não podiam mais se cumprir: "É necessário, pois, que, dos homens que nos acompanharam todo o tempo que o Senhor Jesus andou entre nós, começando no batismo de João, até ao dia em que dentre nós foi levado às alturas, um destes se torne testemunha conosco da sua ressurreição" (Atos 2.21-22). Portanto, alguns dos melhores exegetas do Novo Testamento concordam que as listas ministeriais de I Coríntios 12 e Efésios 4 referem-se exclusivamente aos primeiros e não a novos apóstolo.
Há, entretanto, a peculiaridade do apostolado de Paulo. Uma exceção que confirma a regra. Na defesa de seu apostolado em I Coríntios 15.9, ele afirmou que foi testemunha da ressurreição (vira o Senhor na estrada de Damasco), mas reconhecia que era um abortivo (nascido fora de tempo). "Porque sou o menor dos apóstolos, que mesmo não sou digno de ser chamado apóstolo, pois persegui a igreja de Deus" (15.10). O testemunho de mais de dois mil anos de história é que os apóstolos foram somente aqueles doze homens que andaram com Jesus e foram comissionados por ele para serem as colunas da igreja, comunidade espiritual de Deus.
O que preocupa nos apóstolos pós-modernos é ainda mais grave. Tem a ver com a nossa natureza que cobiça o poder, que se encanta com títulos e que fez do sucesso uma filosofia ministerial. Há uma corrida frenética acontecendo nas igrejas de quem é o maior, quem está na vanguarda da revelação do Espírito Santo e quem ostenta a unção mais eficaz. Tanto que os que se afoitam ao título de apóstolo são os líderes de ministérios de grande visibilidade e que conseguem mobilizar enormes multidões. Possuem um perfil carismático, sabem lidar com massas e, infelizmente, são ricos.
Não quero ser um apóstolo porque não desejo a vanguarda da revelação. Desejo ser fiel ao leito principal do cristianismo histórico. Não quero uma nova revelação que tenha sido desapercebida de Paulo, Pedro, Tiago ou Judas.
Não quero ser apóstolo porque não quero me distanciar dos pastores simples, dos missionários sem glamour, das mulheres que oram nos círculos de oração e dos santos homens que me precederam e que não conheceram as tentações dos mega eventos, do culto espetáculo e da vã-glória da fama.
Não quero ser apóstolo, porque não acho que precisemos de títulos para fazer a obra de Deus, especialmente quando eles nos conferem estatus. Aliás, estou disposto, inclusive a abrir mão de ser chamado, pastor, se isso representar uma graduação e não uma vocação ao serviço. Não desdenho as pessoas, sinto apenas um enorme pesar em perceber que a ambiência evangélica conspira para que homens de Deus sintam-se tão atraídos a ostentação de títulos, cargos e posições. Embriagados com a exuberância de suas próprias palavras, crentes que são especiais, aceitam os aplausos que vêm dos homens e se esquecem que não foi esse o espírito que norteou o ministério de Jesus de Nazaré. Ele nos ensinou a não cobiçar títulos e a não aceitar as lisonjas humanas. Quando um jovem rico o saudou com um "Bom Mestre", rejeitou a interpelação: "Porque me chamas bom? Ninguém é bom senão um, que é Deus" (Mc 10.17-18). A mãe de Tiago e João pediu um lugar especial para os seus filhos. Jesus aproveitou o mal estar causado, para ensinar: "Sabeis que os governadores dos povos os dominam e que os maiorais exercem autoridade sobre eles. Não é assim entre vós; pelo contrário, quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva; e quem quiser ser o primeiro entre vós será vosso servo; tal como o Filho do Homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos" (Mateus 20.25-28).
Os pastores estão se esquecendo do principal. Não fomos chamados para termos ministérios bem sucedidos, mas para continuarmos o ministério de Jesus, amigo dos pecadores, compassivo com os pobres e identificado com as dores das viúvas e dos órfãos. Ser pastor não é acumular conquistas acadêmicas, não é conhecer políticos poderosos, não é ser um gerente de grandes empresas religiosas, não é pertencer aos altos graus das hierarquias religiosas. Pastorear é conhecer e vivenciar a intimidade de Deus com integridade. Pastorear é caminhar ao lado da família que acaba de enterrar um filho prematuramente e que precisa experimentar o consolo do Espírito Santo. Pastorear é ser fiel a todo o conselho de Deus; é ensinar ao povo a meditar na Palavra de Deus. Ser pastor é amar os perdidos com o mesmo amor com que Deus os ama.
Pastores, não queiram ser apóstolos, mas busquem o secreto da oração. Não ambicionem ter mega igrejas, busquem ser achados despenseiros fieis dos mistérios de Deus. Não se encantem com o brilho deste mundo, busquem ser apenas serviçais. Não alicercem seus ministérios sobre o ineditismo, busquem manejar bem a palavra da verdade; aquela mesma que Timóteo ouviu de Paulo e que deveria transmitir a homens fieis e idôneos que por sua vez instruiriam a outros. Pastores, não permitam que os seus cultos se transformem em shows. Não alimentem a natureza terrena e pecaminosa das pessoas, preguem a mensagem do Calvário.
Santo Agostinho afirmou: "O orgulho transformou anjos em demônios". Se quisermos nos parecer com Jesus, sigamos o conselho de Paulo aos filipenses: "Tende o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois ele subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz" (2.5-8).
Soli Deo Gloria

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Para refletir...

Penso que estamos vivendo uma grande fantasia chamada por muitos de cristianismo, que ora, só visa à própria pessoa e os seus interesses pessoais, não acrescentando nada para o reino de Deus e ainda mais tornando a pessoa mais injusta do que justa, por que?
Porque eu me observo vejo que muitas pessoas que se chamam ou se se autodenomina cristãos, na verdade nem sabe o significado da cruz, o que seja se arrepender ou quais os frutos de uma verdadeira conversão. São pessoas que entram pelas portas da igreja como clientes que vão costumeiramente aos supermercados para atender aos seus apetites de consumo. Assim acredito que seja os cristãos de hoje, acreditam em tudo que ouvem, não julgam as profecias, sem discernimento, estão na verdade nem aí, para saber quem foi que morrer na cruz, porque o mais importante é o cidadão que está na frente dizer que será abençoado e ponto. Meus irmãos, já que não chegou à hora de acabarmos com esta palhaçada e levar o cristianismo que custou sangue, prisões, açoites dos mártires, e que agora estamos levando o negocio na superficialidade da fé, acredito que não foi e não será isto que atualmente estamos vivendo é que Cristo chamaria de cristianismo.

Pense nisto, e se converta!

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

A Crise para Leigos: Uma visão cristã do turbilhão financeiro de 2008 (2 de 3)

Inicialmente pensávamos em dois posts, sobre o assunto, mas no final teremos três. Este é o segundo e o terceiro será postado em mais uns três dias. Desta vez, depois de ter tentado entender o que está acontecendo, com uma visão abrangente dos "derretimentos" de ativos financeiros que acontecem ao redor da Terra, queremos examinar:O QUE PODE A BÍBLIA NOS ENSINAR SOBRE ESSA CRISE FINANCEIRA?1. A Atitude dos que não temem a Deus:Em um filme famoso, exatamente sobre o mercado de capitais – “Wall Street” (1987, com Michael Douglas e Charlie Sheen) – o personagem de Douglas, Gekko, dá a seguinte instrução: “a ganância é uma coisa boa, é algo certo, e funciona” (“greed is good, greed is right, greed works”)! No dia 17 de outubro de 2008 – no auge da crise – o conhecido bilionário, investidor e também filântropo, Warren Buffet, em um artigo publicado no New York Times (http://www.cnbc.com/id/27231171/) escreveu o seguinte conselho: “Tenha medo quando os outros forem gananciosos e seja ganancioso quando os outros tiverem medo”.Ambos conselhos são contrários à visão de mundo e vida ensinada por Deus. A questão da ganância está na raiz da crise financeira de 2008! Temos aqui um exemplo vivo da postura de inversão de valores e de arrogância, condenada por Isaías (5.20 e 21): “Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem, mal; que fazem da escuridão luz e da luz, escuridão; põem o amargo por doce e o doce, por amargo! Ai dos que são sábios aos seus próprios olhos e prudentes em seu próprio conceito”!2. A forma de vida que agrada a Deus:A Bíblia tem vários trechos relevantes ao nosso entendimento da situação; muitos que alertam contra a ganância e a cobiça. Um desses principais trechos pertinentes é 1 Timóteo 6.6-11. Nele o experiente e consagrado apóstolo Paulo, escrevendo ao jovem Timóteo, está ensinando pelo menos seis coisas;(1) Qual o Lucro REAL? O que é que realmente conta em nossas vidas? (v. 6 – “De fato, grande fonte de lucro é a piedade com o contentamento”): é a devoção a Deus (piedade); é o contentamento nas coisas de Deus. Quando colocamos as questões materiais como prioritárias em nossas vidas, estamos desviando o foco da nossa existência, a razão do nosso ser. Estamos no caminho da decepção, da amargura, da tristeza, pois a nossa confiança estará em coisas que não têm lastro real. Deus é alicerce seguro, em qualquer situação.(2) Somos peregrinos nessa Terra (v. 7 – “Porque nada temos trazido para o mundo, nem coisa alguma podemos levar dele”): é verdade que Deus nos concede bênçãos materiais, mas nada levamos deste mundo. Quando temos essa percepção, nos tornamos menos apegados às coisas materiais; compreendemos a razão do lucro real que ele vem falando.(3) Devemos viver com frugalidade (v. 8 – “Tendo sustento e com que nos vestir, estejamos contentes”): Desejemos as coisas básicas da vida e não seremos frustrados em nossas expectativas; essas nos são prometidas por Deus, como fruto de seu amor e benevolência (Mateus 6.28-32), pois ele sabe que precisamos delas. Mas as coisas do chamado “mercado de luxo”, são, realmente, necessárias? Onde está a base de nossa alegria? Nas coisas materiais, nos ganhos financeiros para comprarmos mais coisas?(4) A cobiça é um pecado muito perigoso (v. 9 – “Ora, os que querem ficar ricos caem em tentação, e cilada, e em muitas concupiscências insensatas e perniciosas, as quais afogam os homens na ruína e perdição”): O desejo da riqueza leva a tentações; essas tentações são ciladas, armadilhas, aprisionam e tiram a liberdade. A cobiça é campo gerador de novos desejos insanos (concupiscências insensatas), que são maus em si mesmos (perniciosos); tudo isso, termina por afogar as pessoas na ruína e na perdição.(5) Cuidado com o amor do dinheiro (v. 10 – “Porque o amor do dinheiro é raiz de todos os males; e alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé e a si mesmos se atormentaram com muitas dores”): Esse amor é raiz de todos os males. Note que a raiz não é o dinheiro em si – um meio de interação social e transação de ativos, mas o amor, o apego ao dinheiro. A cobiça leva ao desvio da fé, pois a confiança passa a ser exercitada no dinheiro, no poder, em vez de em Deus. O resultado dessa inversão, desse apego, é muito sofrimento e tormento para aqueles que caem nessa armadilha.(6) Devemos, portanto, fugir de tudo isso (v. 11 – “Tu, porém, ó homem de Deus, foge destas coisas; antes, segue a justiça, a piedade, a fé, o amor, a constância, a mansidão”): Nosso dever é seguir a justiça, as coisas certas, apropriadas. Isso implica na existência de padrões, de absolutos, da distinção entre verdade e mentira. Ele repete que devemos seguir, em adição, a devoção a Deus (piedade). O outro alvo é a fé (a confiança em Deus, somente), seguido do amor e da constância. O servo de Deus firma-se na constância e estabilidade de Deus, portanto, não deve oscilar entre duas posições. Não deve se sobressaltar com as circunstâncias; não deve assustar aos seus. Por último, temos a mansidão como alvo. Não devemos nos exasperar, ou nos irritar com as circunstâncias. Em Deus encontramos a fonte de nossa mansidão.3. Outros alertas contra cobiça:Existem muitos outros trechos que alertam contra a cobiça, contra a avareza, contra o apego ao dinheiro. Todos esses são pertinentes alertas aos dias que atravessamos, por exemplo:Colossenses 3.5 Fazei, pois, morrer a vossa natureza terrena: prostituição, impureza, paixão lasciva, desejo maligno e a avareza, que é idolatria.Lucas 12.15 Então, lhes recomendou: Tende cuidado e guardai-vos de toda e qualquer avareza; porque a vida de um homem não consiste na abundância dos bens que ele possui.Salmo 10.3 Pois o perverso se gloria da cobiça de sua alma, o avarento maldiz o SENHOR e blasfema contra ele.4. Outros ensinamentos, na Bíblia, sobre questões econômicas:Mas é verdade, também, que o ensino da Bíblia nas questões econômicas é muito mais amplo do que isso. Numa era onde temos a propensão a concentrar os nossos olhos nos que nos cercam, em vez de em nossas atitudes, temos, por exemplo, um alerta contra inveja da prosperidade alheia, indicando que essa atitude nos leva perto da queda:Salmo 73.2-3 Quanto a mim, porém, quase me resvalaram os pés; pouco faltou para que se desviassem os meus passos. 3 Pois eu invejava os arrogantes, ao ver a prosperidade dos perversos.Temos a reafirmação do direito de propriedade, e o oitavo mandamento, “não furtarás” (Êxodo 20.15) é o fundamento disso. Temos até indicação de que o ato de investir e multiplicar o capital não é errado em si, em duas parábolas relatadas em Mateus 25.14-30 e Lucas 19.11-27 (sabemos que o propósito das parábolas era o de ensinar que Deus nos colocou nesse mundo de incertezas para fazer a obra dele, do Seu Reino, mas ele ensina isso mostrando a propriedade da interação com as atividades financeiras e comerciais do dia-a-dia). Nessas parábolas é mencionada até a propriedade de colocar o dinheiro na mão de bancos e de banqueiros (Mateus 25.27 e Lucas 19.23: “cumpria, portanto, que entregasses o meu dinheiro aos banqueiros, e eu, ao voltar, receberia com juros o que é meu”; e “por que não pusestes o meu dinheiro no banco? E então, na minha vinda, o receberia com juros”). Entretanto, é interessante observar, que colocar no banco era o pior tipo de investimento – o melhor era fazer o capital trabalhar produtivamente.A verdade é que Deus construiu, igualmente, alguns princípios inexoráveis de causa e efeito, entrelaçando a moralidade e ética com economia. Quando esses princípios são quebrados, o pedágio é cobrado com intensidade avassaladora. Em Deuteronômio 28.15 lemos: “Será, porém, que, se não deres ouvidos à voz do SENHOR, teu Deus, não cuidando em cumprir todos os seus mandamentos e os seus estatutos que, hoje, te ordeno, então, virão todas estas maldições sobre ti e te alcançarão”. E, mais adiante, vejam as conseqüências (28.43-44): “O estrangeiro que está no meio de ti se elevará mais e mais, e tu mais e mais descerás. 44 Ele te emprestará a ti, porém tu não lhe emprestarás a ele; ele será por cabeça, e tu serás por cauda”. Adam Smith em seu tratado “A Riqueza das Nações (1776), ao falar da “mão invisível do mercado”, que pune os excessos e quebra os gananciosos – como estamos testemunhando no presente – reflete exatamente que existem princípios éticos e lógicos na esfera da economia. Esse é também o ensino de Deus.5. O ponto no qual devemos nos concentrar:Mas esta é questão principal, nessa crise e nessa área: É suficiente apontar a crise como resultado da cobiça e da especulação dos outros? É correto atribuir essa situação, assepticamente à estrutura econômica do mundo ocidental, na ilusão de que um outro sistema econômico a impediria? Será que não podemos, apenas, segregar e atribuir a culpa à suposta maldade inerente ao sistema financeiro, ou aos bancos e banqueiros?Estaremos errando o alvo se não nos convencermos que o problema está inerentemente no ser humano. A cobiça está no coração da natureza humana e devemos pedir a Deus que nos livre dela. A cobiça e a ganância são, certamente a raiz da crise que atravessamos, mas visualizemos ela nas pessoas, e não nos desviemos pensando que são as estruturas impessoais que as abrigam. Pessoas que emulam o Gekko, ou que seguem os conselhos de Buffet.A cobiça aparece em toda a sua forma monstruosa quando essas pessoas procuram ganhos irreais, à custa de outras; que se abrigam e se fortalecem com seus ganhos ilegítimos. Devemos, portanto, “fugir dessas coisas”, como Paulo alerta a Timóteo, seguir “a justiça,a piedade, a fé, o amor, a constância, a mansidão”.No próximo post, a conclusão do assunto.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

A Crise para Leigos: Uma visão cristã do turbilhão financeiro de 2008(1ª parte)

Como não sou profissional de investimentos de risco, incluo-me na categoria do leigo que tenta entender o furacão financeiro que veio, não tão inesperadamente assim, sobre todo o mundo. Sinais de alerta já existiam há vários meses. Os sismólogos econômicos chamaram atenção para o tsunami configurado no colapso do bolsão imobiliário dos Estados Unidos, há mais de um ano; e os trovadores do caos já cantavam odes de desespero, ecoando os prognósticos pessimistas dos financistas, mesmo antes das bolsas despencarem violentamente neste setembro negro e neste outubro vermelho.Mas a realidade é que ninguém, mas ninguém mesmo, aquilatou o tamanho da crise financeira que tomou de assalto as manchetes e os noticiários dos últimos dias; crise que assaltou, literalmente, o bolso de milhões de investidores e que vai levando de roldão corporações imensas à falência. Ninguém fez qualquer previsão parecida com as conseqüências conjunturais, que poderão atingir pessoas, comuns, que nunca passaram perto de um mercado de ações; aquelas pessoas que quando ouvem alguém dizer, "a bolsa caiu", olham ao lado procurando ajudar a mulher que a derrubou no chão.É possível que todos nós sejamos atingidos, de uma maneira ou de outra, e não devemos nos enganar: essa crise de 2008 pode perturbar nossa vida com muito mais intensidade do que estamos imaginando agora. E não sabemos ainda o fim da história. Em 13 de outubro de 2008, após governos europeus se comprometerem a jogar mais de um trilhão de dólares nas instituições financeiras, houve uma ascensão momentânea nas bolsas e um tênue suspiro de otimismo; mas logo nos dias seguintes as quedas catastróficas vieram a se repetir. Tudo isso atesta a instabilidade inerente a todo o sistema. Instabilidade é, realmente, a palavra da vez e o comportamento dos mercados e das instituições parecendo uma "montanha russa", ou a queda em um poço que não parece ter fundo, não resulta em nenhuma segurança às empresas e às pessoas.
Como entender o que está acontecendo? Será que isso tem algo, mesmo, a ver comigo? Será que eu não posso simplesmente fazer coro com a maioria: xingar os bancos, as financeiras e os banqueiros, ou os Estados Unidos – como culpados por toda essa desorganização, como fruto de sua ganância desvairada? Será que eu devo clamar por mais regulamentação governamental? Devo "vender" mais um pedaço de minha escassa liberdade ao estado, para que ele decida o que é melhor para minha vida? Será que a Bíblia e os ensinamentos divinos têm algo a dizer, ou a esclarecer sobre esta Crise; ou a me auxiliar no entendimento?ENTENDENDO A CRISE1. A Bolha Imobiliária: A essas alturas todos sabem que uma das grandes causas da crise foi o bolsão de negócios imobiliários realizados nos Estados Unidos nos últimos anos. Não estamos falando de grandes cadeias de shopping-centers sendo construídos por empreendedores que merecem cadeia, nem de milhares de prédios inteligentes, construídos por burros de alto-luxo. Mas sim de centenas de milhares de casas construídas e vendidas com um mínimo de critério de crédito (muitas vezes, sem critério), para ávidos compradores pulverizados em todo o território norte-americano. Créditos com a garantia do próprio imóvel, que entravam a preços inflados pelo próprio aquecimento do mercado, mas que nada garantem quando ninguém compra mais nada e os preços despencam.2. O Abuso dos Créditos de Risco: Nesse ritmo, casas foram vendidas a compradores que, aliciados pelas facilidades e com os olhos vidrados no status, se comprometiam com valores significativamente acima da sua capacidade de pagamento. Pior que isso, pessoas que moravam em casas quase pagas, sendo bombardeadas diariamente e caindo na esparrela de refinanciarem seus imóveis, colocaram no bolso "cash" a ser gasto em Hummers, em relógios e roupas de griffe, em itens totalmente supérfluos às necessidades básicas da vida. Passavam, assim, a dever por suas residências quantia bem maior do que o valor real delas.
3. A alavancagem das instituições Financeiras: Os Bancos financiavam em ritmo crescente, comprometendo-se absurdamente acima do seu patrimônio. O Lehman Brothers, famoso banco que quebrou – suas ações despencaram 98% em valor de um dia para o outro, estava com o patrimônio comprometido – alavancado – em 35 para 1 (emprestou 35 dólares, para cada dólar do seu patrimônio). As carteiras de recebíveis desses empréstimos foram sendo vendidas de banco para banco, cada qual com seus ganhos, ágios e deságios – distanciando-se cada vez mais dos devedores originais. A criatividade dos bancos para aliciar e emprestar foi só superada pela irresponsabilidade e ganância dos tomadores de empréstimos – satisfeitos por acharem quem atendesse os seus anseios. Essa enorme carteira de dívidas de quem não pode pagar constituem o que é chamado de créditos "sub-primes", e esses papéis corriam de mão em mão no mundo das finanças. Papéis pelos quais se pagavam somas substanciais, mas que no mundo real nada mais valiam. Uma pergunta que não quer calar: Por que bancos emprestam, ou negociam com quem não pode pagar? Resposta – porque essas negociações dão a impressão (e provocam registros) de crescimento do negócio! Os executivos de topo recebem polpudos bônus com o incremento dos negócios! Ganância passa a ser a motivação (e não a saúde financeira, ou perenidade da instituição). Quando a inadimplência começa a aumentar (nesses últimos meses, exponencialmente), o falso crescimento fica evidente, há um brusco retorno à realidade, instala-se a crise!4. O excesso de dólares no mercado: Por mais atacado e combalido, o dólar continua sendo
a moeda internacional. Acredito que um dos grandes incentivadores dos negócios arriscados dos bancos, foi a abundância de dólares nessas instituições, provenientes dos poucos, mas importantes, detentores do negócio de petróleo. Em 1973 o barril de petróleo custava de 6 dólares. Em poucos meses, passou a 14 dólares. O que aconteceu? Ficou mais caro de ser extraído? Foi feito um fundo de reserva para pesquisa e desenvolvimento de veículos ecologicamente corretos e mais eficientes? Não – apenas cartelizou-se o mercado com a fundação da OPEP – Organização dos países produtores de petróleo. Daí para frente, passando a dar as cartas, o mundo viu (e pagou) o preço do barril flutuando entre 15 e 25 dólares, atingindo um pico de 38, em 1981, retroagindo um pouco, mas voltando a ascender gradativamente em 2003. Em 2007 o barril estava a 60 dólares. Em 2008 – o mesmo barril, ou seja, com o mesmo conteúdo (e com os mesmos custos anteriores de produção) atingia 140 dólares! Inflação mundial? Não, exploração de quem detém um mercado cativo; pura e simples ganância! E para onde foi todo esse excesso de dólares, confiscados de cada proprietário de veículo ao redor do mundo? Para melhoria dos povos dos países produtores? Não! A miséria da Venezuela e o despotismo dos países Árabes estão aí de prova que não foi para "distribuição de renda". Além de alimentar o egocentrismo e tirania de alguns e de ajudar a armar a Venezuela, esses dólares foram para os Bancos. Lá, eles têm que ser remunerados; têm que ser aplicados. Em que? Em qualquer coisa – dêem-me tomadores de dinheiro emprestado, quer eles precisem quer não, pois o dinheiro não pode ficar parado. Financiem-se construções; criem-se mercados; incentivem-se os devedores – a festa começou! Em 16 de outubro de 2008, no meio da corrente crise, depois do estouro da bolha, o barril chegou a 69,85 dólares – metade do preço de alguns meses atrás!5. Ações acima do valor patrimonial das empresas
– Capital fácil flui também para o mercado de ações. "Descola-se" o papel da realidade da empresa. Como o negócio é comprar e vender – e em um mercado de capital frouxo, mais comprar do que vender, os preços começam sua ascensão. Dinheiro é desviado de empresas, onde deveria estar financiando a capacidade produtiva, para especular com a bolsa e outras aplicações de risco. É mais fácil e mais rápido ganhar dinheiro lá, do que vendendo produtos, cuidando de problemas de qualidade, etc. A empresa passa a ser apenas mais uma levantadora de financiamentos, junto à rede bancária e às linhas oficiais de créditos subsidiados – geralmente destinados à exportação, recursos que foram redirecionados ao mercado especulativo. Quando a bolha estoura, as ações sofrem um choque de realidade, voltam inicialmente ao valor patrimonial – mas como não existem compradores, e todos querem vender, pois precisam de dinheiro, elas continuam baixando, sem limites mínimos. Assim, o dinheiro vira pó; as perdas não podem ser repostas; os financiamentos obtidos para especular permanecem pendentes, devendo ser pagos! O resultado são aqueles homenzinhos vestidos de laranja gritando ferozmente uns para os outros, berrando aos celulares, suando em frente aos computadores; olhando hipnotizados àquelas linhas de informações projetadas em telões, criptografadas aos demais mortais, mas que trazem notícias mortais a empresas e pessoas.6. O estouro da boiada – Só na Espanha existem os loucos que adoram bois raivosos e sem controle chifrando o povo pelas ruas, mas no mundo da economia globalizada, o estouro da boiada é cruel e faz vitimas fatais. No clima de salve-se quem puder, some a confiança. Os Bancos retêm o capital que restou e não emprestam mais aos outros bancos, nem às empresas viciadas em financiamento fácil. Dobram-se as garantias. As empresas têm que produzir duas vezes mais, para gerar bens, que vão gerar papeis, que serão trocados, em financiamentos, por metade ou um terço do valor desses (o restante fica como garantia, pois ninguém sabe se os compradores vão pagar). O dinheiro some do mercado. Não há financiamento da produção e desaparecem os compradores. Resultado: corte de funcionários; inadimplência generalizada – espalha-se a crise a pessoas comuns que nem foram responsáveis por sua geração. O que os bancos, nesse estouro da boiada, estão fazendo com o dinheiro que sobrou? Comprando dólares – letras do tesouro norte-americano (tudo gira, gira e termina nos Estados Unidos). Esses papéis não rendem praticamente nada, mas têm garantia do governo norte-americano e sólida liquidez. Resultado: sobe o dólar; valoriza-se a moeda norte americana; tudo fica mais caro, no mundo.
A CRISE NO BRASILNossas autoridades maiores, empenhadas na tarefa cansativa de providenciar pão e circo ao povo, tentaram cobrir o sol com uma peneira, indicando que mal sentiríamos o peso da crise, por aqui. Afinal, o tsunami chegaria a nossas praias apenas como uma leve "marolinha". Pura mentira. A crise está conosco, já fazendo muitos estragos:1. As diferenças: É verdade que nossos bancos não estavam diretamente atrelados àquelas carteiras podres de créditos imobiliários; além disso, o nível de exposição dos bancos brasileiros é drasticamente menor do que no exterior. Diferentemente de um Lehman Brothers (35 para 1) nossos bancos têm uma média de exposição de 4 para 1. Por último, nosso Banco Central tem compulsório para tudo (lastro em moeda que os bancos são obrigados a deixar com o governo para as operações que realizam) – por isso pagamos os juros mais altos do mundo – e isso faz com que haja uma fonte rápida de liquidez, se esses valores forem revertidos ao mercado, via rede bancária.2. As similaridades e conseqüências comuns: Nesse mundo interligado, todos os bancos possuem operações internacionais e alguns têm no exterior as próprias matrizes. Todos, de uma forma ou de outra, financiam capital que vai para o mercado especulativo: quer no exterior; quer em aplicações cambiais; quer no mercado de ações. Assim, várias empresas – todas essas financiadas por bancos – constatam perdas irrecuperáveis e espetacularmente enormes, como têm sido o caso da Sadia (R$760 milhões), Aracruz (R$1,24 bilhão) e do Grupo Votorantim (R$2 bilhões). Com o mundo, lá fora, parado, nossas exportações desaparecem. A Balança comercial de setembro – que ainda não reflete praticamente nada da crise, já caiu mais de 30% comparando com o mesmo período no ano passado. Isso significa empresas diminuindo de tamanho ou fechando; desemprego; inadimplência; redução dos negócios em todas as áreas. O mercado de ações despenca, como no exterior, estando ele igualmente inflado com os papéis fora da realidade patrimonial de cada empresa. Muitos perdem 50, 60, 75% do dinheiro que aplicaram a apenas alguns meses atrás. Os grandes Bancos "sentam em cima do capital" – não movimentam, não emprestam. Os esforços do governo – em aumentar a circulação de valores na economia, liberando os depósitos compulsórios dos bancos, têm pouco efeito a curto e a médio prazo. Somem os financiamentos a longo prazo que possibilitavam ao brasileiro a compra de um carro novo e outros bens de consumo. Cai o preço dos imóveis, pois não há compradores, nem financiamento. Cai o valor patrimonial dos bancos – as ações de grandes bancos colocadas no mercado externo, como Itaú e Bradesco, caem mais de 20 bilhões (30%) em poucas semanas. Começa um processo de desconfiança na praça e, como no resto do mundo, ninguém sabe ainda o fim desse filme...
3. A alta do dólar: Esse foi o reflexo mais imediato e mais surrealista. Ficamos intrigados - "Mas a crise não foi gerada pelos Estados Unidos; não são eles que estão com problemas; como é que a moeda deles fica forte a nossa vai para o espaço"? Exatamente porque valores não estão sendo movimentados na economia global e as instituições financeiras procuram o abrigo no dólar e nas garantias do governo americano, ele sobe e se fortalece. Resultado interno, em nosso país: alta intensa, instabilidade, queima de reservas, possível manutenção em um patamar significativamente mais alto do que nos últimos meses. Resultado que sentiremos a curto prazo: aumento de todos os insumos e produtos importados. Prepare-se para gastar mais, quando for à Rua 25 de março!

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

A nossa condição

Meus amigos e irmãos estou escrevendo aqui com base na atual condição da igreja no Brasil, se é que posso me referir o termo igreja (no singular, como referencia as todas as igrejas evangélicas) ou igrejas (sendo que cada igreja adota um sistema diferente), eu entendo que com isso estamos submergindo a uma ida sem volta na questão dos parâmetros que norteiam a nossa fé, eu entendo que você dirá que é muito bom ter varias igrejas visto que os descrentes serão alcançados por uma destas que mais lhe convier sua liturgia e doutrina, mas, eu vejo que a principio cujo objetivo fora alcançar os descrentes não foi seguido à risca, visto que boa parte destas igrejas há dissidentes de outras igrejas avengelicas que saíram de suas igrejas devido a questões tão banais, ou mesmo devido a sua conduta de pecado, visto que na igreja que estava todos o conhecia. A igreja cresce, e todos podem até se conformar com isto, mas, me espanto que uma determinada tem o seu crescimento volumoso constando de crentes de outras igrejas que não suportaram a sã doutrina. Meus irmãos para onde vamos, se não aplicarmos a disciplina bíblica que visa à correção do individuo com vistas ao aperfeiçoamento de sua santidade, sem falar nas mensagens que ultimamente tenho ouvido que não leva mais à reflexão da minha existência levando-me a tomar uma atitude, visto que hoje as mensagens estão superficiais e dentro de uma tendência materialista, entendendo que o crente é abençoado quando evidencia isto no terreno material, tenho saudades de mensagens que falam da cruz, do sacrifício de Cristo, das bem-aventuranças que norteiam a conduta do cristão rumo a sua vida de santidade em relação a Deus e ao mundo. Hoje estamos com uma massa de crentes que são perfeitamente corretos no domingo no culto, mas que na segunda em diante tem o seu prazer em ganhar dinheiro e viver sua vida mundana, sem ter nenhuma relação com sua espiritualidade. Meus amigos temos um grande desafio de manter a Bíblia como regra de fé a pratica ainda que para muitos esteja em desuso até mesmo a leitura da Bíblia. Vivemos tempos difíceis já dizia Paulo que os homens seriam amantes de si mesmos, egoístas. Que está mais envolvido consigo mesmo do que a igreja, que é santa.

terça-feira, 8 de julho de 2008

La oración que prevalece

Por Charles Finney

La oración eficaz del justo tiene mucha fuerza (Santiago 5:16).

Hay dos medios necesarios para fomentar un avivamiento: uno es el influir en los hombres; el otro el influir en Dios. Con la verdad empleada de influir en Dios no quiero decir que la mente de Dios se cambie por la oración o que se cambie su disposición de carácter. Pero la oración produce un cambio tal en nosotros que hace compatible para Dios hacer lo que de otro modo no sería compatible. Cuando un pecador se arrepiente, este estado de sentimiento hace apropiado que Dios lo perdone. Dios siempre ha estado dispuesto a perdonarlo bajo estas condiciones, de modo que cuando el pecador cambia sus sentimientos y se arrepiente, no se requiere ningún cambio de sentimiento en Dios para perdonarlo. Es el arrepentimiento del pecador el que hace posible su propio perdón, y es la ocasión para que Dios actúe así.

Algunos yerran en la dirección opuesta. Pierden de vista el hecho de que la oración, cuando es ofrecida por sí misma, aunque se hiciera para siempre, no daría ningún resultado. Algunos van a sus cuartos solos «para orar», simplemente porque «han de decir sus oraciones». Ha llegado la hora en que tienen el hábito de orar, sea a la mañana, al mediodía o cuando fuere. Pero en vez de tener algo que decir, no hay nada definido en su mente, y oran según les vienen las palabras, lo que flota en su imaginación en aquel momento, y cuando han terminado apenas se acuerdan de lo que han dicho. Esto no es oración efectiva.

La oración eficaz

Para orar de modo efectivo has de orar con sumisión a la voluntad de Dios. No confundas la sumisión con la indiferencia. Son muy distintas. Conocí a un individuo que vino a un lugar en que había un avivamiento. Él estaba frío, y no entró en el espíritu del mismo, y no tenía espíritu de oración; y cuando oyó que los hermanos oraban como si Dios no se les pudiera negar lo que pedían, se sobresaltó de su atrevimiento, y siguió insistiendo en la importancia de orar con sumisión; cuando era evidente que confundía la sumisión con la indiferencia.

Mientras no conozcamos la voluntad de Dios, el someterse sin oración, es tentar a Dios. Quizá, aunque no lo sepamos, el hecho de que ofrezcamos la clase adecuada de oración puede ser lo que cambie el curso de las cosas. En el caso de un amigo impenitente, la importunidad y fervor de tu oración puede muy bien ser lo que lo salve del infierno.

La oración que prevalece se ofrece hoy, cuando los cristianos se han enfervorizado hasta un punto de importunidad y santo atrevimiento, que cuando después miraron hacia atrás, se asombraron de que se hubieran atrevido a ejercer tal importunidad ante Dios. Y con todo, estas oraciones suyas habían prevalecido y obtenido la bendición. Y muchas de estas personas, con las que tengo amistad, se hallan entre las más santas que he conocido.

La tentación a orar por motivos egoístas es tan fuerte que hay razón para temer que las oraciones de muchos padres nunca se han elevado más allá de deseos de ternura paterna o materna. Y esta es la razón por la que muchas oraciones no han sido contestadas y porque muchos padres piadosos y que oran tienen hijos infieles. Gran parte de la oración para el mundo pagano parece basada solo en el principio de la simpatía. Hay misioneros, y otros, que insisten casi exclusivamente en los millones de paganos que van al infierno, mientras se dice muy poco de que están deshonrado a Dios.

Muchos cristianos llegan a la oración que prevalece por medio de un proceso retardado. Su mente se va llenando gradualmente de ansiedad sobre un objeto, de modo que se dedican a sus quehaceres suspirando sus deseos ante Dios. Como la madre cuyo hijo está enfermo va rondando por la casa suspirando como si su corazón fuera a partirse. Y si es una madre que ora, sus gemidos suben a Dios todo el día. Si sale de la habitación en que está su hijo, su mente sigue todavía allí; y si está durmiendo, sus pensamientos están sobre él, y se despierta sobresaltada en su sueño, pensando que quizá su hijo está muriendo. Toda su mente está absorbida en aquel niño enfermo. Este es el estado de la mente de los cristianos que ofrecen oración que prevalece.

El espíritu de aquellos que han estado en aflicción por las almas de otros, me parece a mí, no es diferente del apóstol que sufría por las almas, y «deseaba él mismo ser anatema, separado de Cristo, por amor a sus hermanos» (Romanos 9:3). No es distinto tampoco de la del salmista (Salmo 119:53): «El furor se apoderó de mí a causa de los inicuos, que dejan tu ley». Y en Salmo 119:136: «Ríos de agua descendieron de mis ojos, por los que no guardan tu ley». Ni del profeta Jeremías (4:19): «¡Mis entrañas, mis entrañas! Me duelen las fibras de mi corazón; mi corazón se agita dentro de mí; no callaré; porque has oído sonido de trompeta, oh, alma mía, pregón de guerra». Y en los capítulos 9:1 y 13:17, y en Isaías 22:4 también. Leemos de Mardoqueo, cuando vio a su pueblo en peligro de ser destruido con una destrucción eventual (Ester 4:1) que «rasgó sus vestidos, se vistió de saco y, cubierto de ceniza, se fue por la ciudad clamando con grande y amargo clamor.» ¿Y porqué hemos de pensar que las personas no han de desesperarse cuando no pueden tolerar la consideración de la miseria de los que van a la destrucción eterna?

Esto se aplica perfectamente a John Livingstone, el que pasó toda la noche anterior al 21 de junio de 1630 en oración, pues había sido designado para predicar el día siguiente en Kirk of Shotts. Cuando se hallaba solo en el campo, hacia las ocho de la mañana, empezó a escabullirse, por la agonía del temor, cuando el poder abrumador del Espíritu lo constriñó a regresar. Así que predicó, conforme se había arreglado; su texto fue Ezequiel 36:25-26. Después de haber predicado durante una hora y media, unas gotas de lluvia distrajeron a la gente, pero Livingstone, preguntó a la gente si tenían algún cobertizo contra la ira divina, y siguió predicando otra hora. Hubo unos quinientos convertidos en aquel lugar. Esta es una ilustración de un avivamiento tocándose con otro, pues en la gran reunión de Kilsyth &endash;pueblo en que había nacido Livingstone&endash; el 2 y 3 de julio de 1893, William Chalmers Burns, predicando sobre el Salmo 90:3, contó la historia de Kirk of Shotts, e insistió en la inmediata necesidad de recibir a Cristo. «Sentí mi alma conmovida de un modo tan notable &endash;dijo Burns&endash; que me sentí guiado, como el señor Livingstone, a suplicar a los no convertidos a que allí mismo saldaran sus cuentas con Dios... El poder del Espíritu del Señor vino tan poderosamente sobre las almas, como si fuera a arrastrarlas, como el viento poderoso de Pentecostés. Algunos estaban gritando en agonía; otros &endash;entre ellos hombres fuertes&endash; cayeron al suelo como muertos. Me vi obligado a entonar un salmo, nuestras voces se mezclaron con los gemidos de muchos presos que suspiraban por ser libertados.»

La intensidad en la oración

Si quieres orar de modo efectivo, tienes que orar mucho. Se dijo del apóstol Santiago que una vez muerto hallaron que tenía callos en las rodillas, como las rodillas de un camello, de tanto orar. ¡Ah! Este era el secreto del éxito de estos ministros primitivos. ¡Tenían callos en las rodillas!

Si intentas orar de modo efectivo, tienes que ofrecerlo en el nombre de Cristo. No puedes presentarte ante Dios en tu propio nombre. No puedes pedir en tus propios méritos. Pero puedes presentarte en un Nombre que siempre es aceptable. Ya sabemos lo que es usar el nombre de otra persona. Si vamos al banco con un talón firmado por un millonario, puedes sacar el dinero como si lo hiciera él mismo. Pues bien, Jesús te da derecho al uso de su nombre. Y cuando oras en el nombre de Cristo, significa que puedes prevalecer como si fueras Él mismo, y recibir tanto como Dios daría a Jesús si fuera Él quien lo pidiera. Pero has de orar con fe.

Estos fuertes deseos que he descrito son los resultados naturales de gran benevolencia y visión clara, respecto al peligro de los pecadores. Es razonable que sea así. Si las mujeres presentes miraran y vieran que su casa está ardiendo y oyeran los gritos de los que están dentro, se desmayarían de horror y agonía. Y nadie se sorprendería, ni dirían que son tontas o locas por afligirse de tal manera. Es al contrario: todos se extrañarían si no expresaran sus sentimientos así. ¿Por qué, pues, hay que extrañarse si los cristianos sienten lo que he descrito, cuando ven claramente el estado y el peligro de los pecadores? Los que nunca lo han sentido no conocen lo que es la verdadera benevolencia, y su piedad tiene que ser muy superficial. No quiero juzgar severamente, o hablar sin caridad, pero afirmo que esta piedad es superficial. Esto no es crítica, sino la pura verdad.

Cuando los cristianos son llevados a extremos, hacen un esfuerzo desesperado, ponen la carga sobre el Señor Jesucristo y, simplemente, confían en Él como si fueran niños. Entonces se sienten aliviados, entonces sienten cómo el alma por la que han estado orando está salvada. La carga ha desaparecido, y Dios parece calmar el alma con una dulce seguridad de que la bendición será concedida. A menudo, después de que un cristiano ha pasado esta lucha, esta agonía en oración y ha obtenido un alivio así, siente afectos celestiales dulcísimos que salen de él: el alma descansa dulce y gloriosamente en Dios, y «se alegra con gozo inefable y glorioso» (1 Pedro 1:8).

Estos dolores de nacimiento por las almas crean también un notable lazo de unión entre los cristianos fervientes y los recién convertidos. Los que se convierten son muy caros a los corazones de los que tuvieron este espíritu de oración por ellos. El sentimiento es como el de una madre por su primer hijo. Pablo lo expresa con gran belleza, cuando dice: «Hijitos, por quienes vuelvo a sufrir dolores dé parto» &endash;se habían vuelto atrás, y sufría la agonía de un padre sobre su hijo vagabundo&endash; estoy de parto por vosotros otra vez hasta que Cristo sea formado en vosotros. En un avivamiento he notado con frecuencia de qué manera los que tienen el espíritu de oración aman a los recién convertidos. Ya sé que esto es como si hablara de álgebra a los que no lo han sentido.

La humildad y la oración

Otra razón por la que Dios requiere esta clase de oración es que es el único modo en que la Iglesia puede ser preparada debidamente para recibir grandes bendiciones sin ser perjudicada por ellas. Cuando la Iglesia está así postrada en el polvo delante de Dios, y está en la profundidad de la agonía en oración, las bendiciones le hacen bien. Mientras que si recibe la bendición sin esta postración profunda del alma, se envanece y se llena de orgullo. Pero así aumenta su santidad, su amor y su humildad.

El siguiente hecho fue contado por un pastor y yo lo oí. Dijo que en cierta ciudad no había habido ningún avivamiento durante muchos años; la iglesia estaba casi extinguida, los jóvenes eran todos inconversos y la desolación era general. Vivía en una parte retirada de la ciudad un anciano, herrero, el que tartamudeaba tanto, que era penoso escucharlo. Un viernes, estando en su fragua, solo, su mente se conmovió por el estado de la iglesia y la cantidad de impenitentes. Su agonía era tan grande que se vio llevado a dejar su trabajo, cerrar el taller y pasar la tarde en oración.

Prevaleció, y el sábado llamó al pastor y le dijo que convocara a una «reunión». Después de algunas dudas el pastor consintió; le hizo notar, sin embargo, que temía que asistirían muy pocos. La reunión iba a celebrarse aquella noche en una casa particular grande. Cuando llegó la noche había más gente reunida de la que cabía en la casa. Todos estuvieron silenciosos un rato hasta que un pecador rompió a llorar, y dijo que si alguien podía orar, que orara por él. Otro siguió, y así sucesivamente uno tras otro hasta que había personas procedentes de todos los barrios de la ciudad que estaban bajo una profunda convicción de pecado. Y lo más notable fue que todos coincidieron en dar la hora en que el anciano estaba orando en su taller, como la hora en que fueron convictos de pecado. A esto siguió un poderoso avivamiento. Este anciano tartamudo, pues, prevaleció, y como un príncipe tuvo poder ante Dios.

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Ano eleitoral: Criminosos batem às portas de igrejas evangélicas

Dr. Zenóbio Fonseca

“O que mais preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem-caráter, nem dos sem-ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons”[1].
Estamos vivendo uma grande crise ética e de valores morais na política brasileira e em algumas instituições basilares de nossa nação. Todos os dias os noticiários apresentam escândalos de desvios de verbas públicas, obras inacabadas, autoridades envolvidas com a criminalidade, pessoas tentando corromper e corrompendo servidores públicos, etc. Enfim, as pessoas de bem não agüentam assistir tanta imoralidade na administração de nossa sociedade.
Diante desse cenário, a cada 2 anos os brasileiros são chamados, de forma compulsória, a votar em políticos (vereadores, deputados, senadores, governadores e Presidente) para nos representar e fazer leis e administrar a sociedade em geral. Ou seja, a cada 2 anos, novas eleições e novas promessas de melhora social.
É importante destacar que a política é necessária e relevante para o desenvolvimento de nossa sociedade, onde os debates de idéias e valores retratam todas as classes sociais. Não podemos confundir corrupção com política, pois o que existe são pessoas corruptas que se tornam políticos e não políticos que se tornam corruptos.
Nesse contexto, a igreja evangélica encontra-se inserida como um núcleo de transformação social e comunidade de cidadãos eleitores. Nesse particular, temos percebido que a cada 2 anos algumas práticas erradas vêm reiteradamente sendo praticadas por pessoas aspirantes ao cargo político ou pelo próprio político, quando ocorre o “assédio” eleitoral às comunidades cristãs.
No período eleitoral, ainda que a legislação eleitoral proíba que templos religiosos sejam usados como palanque eleitorais, alguns políticos ou aspirantes ao cargo tentam “seduzir” líderes de igrejas com o pretexto de “ajudar” a igreja com doações de materiais de construção, reforma do telhado, cadeiras, aparelho de ar condicionado, lajes, cestas básicas, aparelho de som novo e outras prebendas, exclusivamente para ter o seu nome veiculado como um legítimo representante popular e defensor de valores do segmento social cristã. Um verdadeiro cordeiro com pele de lobo.
Esse pseudo “candidato” a político ou político em exercício, já começa mal a sua caminhada eleitoral, pois possui uma conduta ética e moral ancorada na criminalidade e ilegalidade, pois dar, oferecer, prometer, solicitar ou receber, para si ou para outrem dinheiro, dádiva ou qualquer outra vantagem para obter ou dar voto é crime eleitoral previsto no artigo 299 da Lei n 4.737 de 1995 do Código Eleitoral [2].
Infelizmente, essa realidade permeia diversos locais e municípios do nosso Brasil, onde pessoas mal intencionadas, com o único objetivo de conseguir votos da comunidade cristã, apresentam-se nos 4 meses anteriores às eleições, com muitos recursos financeiros sem ser contabilizados, tentando realizar obras físicas e troca de favores, com o único objetivo de angariar votos.
Tal imoralidade e ilegalidade devem ser combatidas e denunciadas pelos evangélicos, pois tais “pseudo-candidatos” não devem ser eleitos. Devem, sim, ser expurgados para que a verdadeira representação do povo possa ser eleita de forma ética, com pessoas preparadas, vinculadas a princípios e valores morais cristãs, como missão principal de servir a comunidade local sem apego ao dinheiro.
Preocupamo-nos quando ouvimos dizer que em alguns locais existem líderes trocando apoio político a “candidatos benfeitores”. Eles podem até enganar a comunidade por algum tempo, mas o Senhor Jesus não se deixa escarnecer e no dia certo fará justiça, tal como está escrito pelo salmista em Sl 73:11-17.
Precisamos estar atentos para que de dentro da nossa comunidade possamos identificar e apresentar à sociedade homens e mulheres como “José do Egito”, “Daniel”, “Sadraque”, “Mesaque”, “Abedenego”, “Josué”, enfim, homens preparados tecnicamente, forjados no caráter e na vivência do Cristianismo, para que possam influenciar e ajudar a nossa sociedade, sob pena de sofrermos com a nossa omissão neste momento de mudança nas administrações municipais.
[1] Martin Luther King.
[2] Ver também artigo 41-A da lei 9.504/97, que trata da captação ilícita de voto, “candidato doar, oferecer, prometer, ou entregar, ao eleitor, com fim de obter-lhe o voto, bem ou vantagem pessoal de qualquer natureza, inclusive emprego ou função pública, desde o registro da candidatura até o dia da eleição, inclusive, sob pena de multa de mil a 50 mil Ufirs, e cassação de registro ou do diploma”.
Fonte: Blog Zenóbio Fonseca
Divulgação: www.juliosevero.com